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Ao meu pai
Quero valer-me dessa agenda profana,
a fim de evocar a figura de um amigo
que em seus passos se fez meu irmão, meu abrigo,
desenvolvendo em mim a indispensável sensibilidade humana.
Forjou-me o caráter, temperando meus melhores sentimentos.
Esse amigo ensinou-me em todo tempo a ser nobre, verdadeiro,
a ser benigno com o próximo, amando a Deus primeiro,
acima de tudo, de modo a tornar-me sempre útil, de maneira a ser feliz.
Levou-me a dar valor às coisas realmente valorosas,
a relegar os vícios, quaisquer que eles sejam,
como a nunca ajustar-me à loucura, à torpeza,
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