FEP
Curitiba, 08 de Setembro de 2010
ícone  Cartões Virtuais

Correio Fraterno


Cartão 1

Homem, meu irmão, aprende a sofrer, porque a dor é santa! Ela é o mais nobre agente da perfeição. Penetrante e fecunda, é indispensável à vida de todo aquele que não quer ficar petrificado no egoísmo e na indiferença.

Cartão 2

Não há abismo que o amor não possa encher.   Deus, que é todo amor, não podia condenar à extinção o sentimento mais belo, o mais nobre de todos os que vibram no coração do homem.   O amor é imortal como a própria alma.

Cartão 3

O mar acalmou; o vento se apaziguou. A noite desceu e os cintilamentos de estrelas se acendem no azul profundo do céu. Os faróis brilham com eclipses e iluminam as sendas do largo. O silêncio se faz, perturbado somente pela grande melopéia do Oceano, que se eleva, grave, contínua, semelhante a uma salmodia, a uma encantação. Que diz ela? Igual a todas as harmonias da Natureza, fala da Causa suprema, da obra imensa e divina. ...

Cartão 4

Há, então, na velhice resignada, mais grandeza e mais serena beleza que no brilho da mocidade e no vigor da idade madura.   Sob a ação do tempo, o que há de profundo, de imutável em nós, desprende-se e a fronte dos velhos aureola-se de claridades do Além.

Cartão 5

Os homens são viajantes em marcha, ocupando pontos diversos na escala da evolução pela qual todos subimos. Por conseguinte, nada devemos exigir, nada devemos esperar deles, que não esteja em relação com seu grau de adiantamento.

Cartão 6

E Deus está, assim, em cada um de nós, no templo vivo da consciência. É aquele o lugar sagrado, o santuário onde se encontra a divina centelha.   Homens! Aprendei a imergir em vós mesmos, a esquadrinhar os mais íntimos recônditos do vosso ser; interrogai-vos no silêncio e no retiro. E aprendereis a reconhecer-vos, a conhecer o poder escondido em vós.

Cartão 7

Tudo está escrito no fundo da Alma em caracteres misteriosos: o passado, de onde emergimos e devemos aprender a sondar; o futuro, para o qual evolvemos, futuro que nós mesmos edificaremos, qual monumento maravilhoso, feito de pensamentos elevados, de nobres ações, de devotamentos e de sacrifícios.

Cartão 8

Minha vontade chama-me: “Para a frente, sempre para a frente, cada vez mais conhecimento, mais vida, vida divina!”

Cartão 9

Vindas de Deus, todas as Almas são irmãs; todos os filhos da raça humana são unidos por laços estreitos de fraternidade e solidariedade. E porque os progressos de cada um são sentidos por todos, o rebaixamento de um só, afeta o conjunto.

Cartão 10

Eis aí o céu prometido aos nossos esforços. O céu não está longe de nós, mas sim, conosco. Felicidades íntimas ou remorsos pungentes, o homem traz, nas profundezas do ser, a própria grandeza ou a miséria conseqüente dos seus atos.

Cartão 11

Quanto mais soubermos, mais amaremos e mais nos elevaremos. A fim de podermos combater e vencer o sofrimento, cumpre estudarmos as causas que o produzem, e, com o conhecimento dos seus efeitos e a submissão às suas leis, despertar em nós uma simpatia profunda para com aqueles que o suportam.

Cartão 12

Trabalhar com sentimento elevado, visando a um fim útil e generoso, é, ainda - orar. O trabalho é a prece ativa desses milhões de homens que lutam e penam na Terra, em benefício da Humanidade.

Cartão 13

Os grandes poetas, escritores, artistas, os sábios e os puros conhecem estes impulsos, estas inspirações súbitas, estes clarões de gênio que iluminam o cérebro como relâmpago e parecem provir de um mundo superior, cuja grandeza e inebriante beleza refletem, ou, então, são visões da alma.

Cartão 14

É o homem que faz a Humanidade, e a Humanidade, por sua ação constante, transforma a sua morada. O pensamento e a vontade são a ferramenta por excelência, com a qual tudo podemos transformar em nós e à roda de nós.

Cartão 15

A Alma pura comunga com a Natureza inteira; inebria-se nos esplendores da Criação infinita. Tudo: os astros do céu, as flores do prado, a canção do regato, a variedade das paisagens terrestres, os horizontes fugitivos do mar, a serenidade dos espaços, tudo lhe fala uma linguagem harmoniosa. Em todas essas coisas visíveis, a Alma atenta descobre a manifestação do pensamento invisível que cobre o Cosmos.

Cartão 16

A vida do homem de bem é uma prece contínua, uma comunhão perpétua com seus semelhantes e com Deus. Ele não tem mais necessidade de palavras, nem de formas exteriores para exprimir sua fé: ela se exprime por todos os seus atos e por todos os seus pensamentos.

Cartão 17

Todos os males da vida concorrem para o nosso aperfeiçoamento. Pela dor, pela prova, pela humilhação, pelas enfermidades, pelos reveses o melhor desprende-se lentamente do pior. Eis porque neste mundo há mais sofrimento que alegria. A prova retempera os caracteres, apura os sentimentos, doma as almas fogosas ou altivas.

Cartão 18

O Universo é um poema sublime do qual começamos a soletrar o primeiro canto.

Cartão 19

A dor, física e moral, forma a nossa experiência. A sabedoria é o prêmio.

Cartão 20

Tudo se liga. A véspera prepara o dia seguinte; o passado gera o futuro. A obra humana, reflexo da obra divina, expande-se em formas cada vez mais perfeitas.

Federação Espírita do Paraná
Alameda Cabral, 300 | Curitiba/PR | CEP 80410-210
Tel.: 41 3223-6174 | fep@feparana.com.br

 

 

© Copyright - Federação Espírita do Paraná - 2010 - Todos os direitos reservados